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DOM DE VARIEDADES DE LÍNGUAS

 

Nossa crença na contemporaneidade deste dom tem o fundamento exposto abaixo e obedece às orientações colocadas a seguir:

 

1– Argumentos a favor da contemporaneidade.

 

Podem ser alinhados argumentos a favor da contemporaneidade do dom de variedade de línguas:Não é conclusiva a hermenêutica que se faz de 1 Coríntios 13:8-13, declarando-se que o dom, junto ao de “ciência” e ao de “profecia” teriam natureza temporária; deixaram de ter vigência em um determinado momento dentro do período de atuação da Igreja. Se o propósito primordial dos dons espirituais é o serviço e a edificação da Igreja, enquanto esta cumpre seu ministério e necessita ser edificada, todos os dons estão em vigência. No tempo que convém, conforme apraza o Espírito, qualquer dom pode ser concedido. A omissão do dom de variedade de línguas nos versículos 9-13 pode ser entendida como um recurso estilístico, igualmente usado por Paulo ao levantar as hipóteses contidas nos versículos 1 a 3. Neles Paulo omite vários dons, todos eles, porém, são menos importantes que o amor.Conseqüentemente, o verbo “pausontai” (1 Coríntios 13:8), traduzido por “cessarão” não tem a alegada força para determinar que o dom deixaria de ser concedido ainda dentro do período apostólico. Leve-se em conta que o propósito de Paulo, em 1Coríntios 13, não é definir o tempo de vigência de qualquer dom espiritual, e sim exaltar a dádiva do amor.Os dons foram concedidos apenas para corroborar o ministério apostólico (mesmo os chamados dons de sinais ou de efeito). Embora não apoiemos a idéia da continuidade do ministério apostólico, que justifica a autoridade dos crentes de hoje para a realização de sinais, não entendemos que os dons tenham cessado com a morte dos apóstolos. Os sinais que ocorrem hoje não podem ter o mesmo caráter; isto é, não servem para confirmar a Palavra revelada; contudo, o Senhor não está impedido de os realizar, de acordo com Sua Soberana vontade.O encerramento do cânon bíblico também não implica na cessação de qualquer dom. O que é “perfeito” (1 Coríntios 13:10) pode ser entendido como a volta de Jesus Cristo ou como o estabelecimento do novo céu e da nova terra, quando a Igreja terá concluído seu ministério, não sendo então necessária a manifestação de nenhum dom.

 

2-Conceito do dom de variedade de línguas.

 

O dom de variedade de línguas é a capacitação sobrenatural dada por Deus, mediante o Seu Espírito, ao crente em Cristo, para falar em língua estrangeira não conhecida e anteriormente não aprendida ou em uma língua estranha. A narrativa de Atos 2 é o principal texto-base para o dom de variedade de línguas de natureza idiomática e o ensino de 1 Coríntios 12 a 14 a principal base para a manifestação do dom em línguas estranhas.O dom de variedade de línguas, na condição de dom, como os demais relacionados na Bíblia, é concedida pelo Espírito Santo, mediante o Seu aprazimento e “segundo a graça que nos foi dada” (1 Co 12:11; Rm12:6). Portanto, o referido dom não constitui sinal exclusivo de um experiência marcante com o Espírito, nem é exigido que todos os crentes em Cristo o tenham. O apóstolo Paulo não indica, em nenhum lugar, que a glossolalia é prova de que o Espírito Santo foi recebido, tanto quanto não afirma que os que exercem o dom possuam um nível mais elevado de vivência cristã. Ao contrário, o apóstolo ensina que o referido dom não é concedido a todos os crentes, nem é um dos principais (1 Coríntios12:27-30).

 

3– A prática do dom de variedade de línguas

 

Em função dos exageros e desvios quanto a este dom, precisam ser consideradas as orientações bíblicas para o seu exercício:

.Não há sentido exercê-lo publicamente sem que haja interpretação (1 Co14:13,28);

O número dos que exercem o dom no culto público deve ser limitado a dois ou, quando muito três (1 Co 14:27);

Os que falam em línguas devem fazê-lo sucessivamente; não há apoio bíblico para a fala simultânea em grupo (1 Co 14:27);

Deve-se considerar incoerente e sem apoio bíblico o procedimento de “aprender” a falar em línguas, pois, se é dom, distribuído como apraz ao Espírito Santo, não pode ser aprendido (1 Co 12:11);

A manifestação do dom não exige um estado de êxtase. Quando são narradas as experiências de falar em línguas na Bíblia, não se declara que ocorreram em estado de descontrole mental ou emocional (At 2:10,19);

Admite-se que o dom sirva para edificação pessoal, embora isso vá de encontro ao propósito geral dos dons, que é edificar o Corpo – a Igreja;

Ao ser exercido o dom, a Igreja deve julgar o conteúdo da fala, usando o dom de discernimento (1 Co 14:29).

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