“Cremos que Deus, no exercício de Sua Soberania, pode se manifestar, ainda hoje, por meio de sinais e prodígios”.

Fundamentamos a declaração confessional acima conforme abaixo expomos:

 

1 – Conceito e objetivos dos sinais

 

Sinais e prodígios são feitos sobrenaturais, usados por Deus, para confirmar a Palavra pregada, manifestar o Seu poder e a Sua glória (Dt 6:22; Ne 9:9:10; Mc 16:15-20; At 4:29-31; Hb 2:3,4).

No Novo Testamento os sinais relatados ocorreram comos seguintes objetivos:

Marcar a inauguração do ministério terreno de Jesus Cristo (Jo 2:11);

Servir como avisos escatológicos (Mt 24:3-14; Mc 16:1-4; Lc 21:25-28);

Testemunhar da presença divina nos ministérios de Jesus e dos apóstolos (Mc 16:17-20; Jo2:23; 3:2; 7:31; At 2:22; 2 Co 12:12; Hb 2:4).

Corroborar o ministério apostólico (At 4:16-30; 5:12; 6:8; 8:6,13; 14:3; 15:2).

Apontar para Cristo e Seu Evangelho (Jo 20:30,31; Rm 15:18,19).

Assessorar o ministério de propagação do Evangelho, conforme indicado nas palavras da oração da Igreja nascente, registradas em Atos 4:30: “Enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios, por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus”.

 

2 – Advertências quanto aos sinais e prodígios

 

Alguns cuidados precisam ser tomados pelos crentes em Cristo quanto à ocorrência de sinais eprodígios:

Todos os fenômenos ou acontecimentos tidos como sinais devem ser submetidos à apreciação da Igreja, que devem considerá-los á luz das Escrituras e, se aprovados, podem ser admitidos como tais, porque há sinais de engano (Mt 24:24;Mc  13:22; 2 Ts 2:7-11; Ap 13:13,14;16:13,14; 19:20) e nem todos os sinais têm origem divina (At 8:9,10; 16:16).

Considerem-se os sinais como lampejos, no presente, do Reino já inaugurado em Cristo, que será estabelecido escatologicamente.

Não atribuir aos sinais lugar e valor além daqueles que a Palavra lhes dá.

Notar que há grandes porções na Bíblia sem menção de um sinal sequer. João Batista, por exemplo, não realizou sinais (Jo 10:41). Considerar também que o maior de todos os sinais já foi dado com a vinda, vida e obra de Jesus Cristo (Mt 12:38-40). Assim, não se deve ter a manifestação de sinais como uma necessidade imprescindível para a vida e serviço da Igreja.

Fugir do perigo de basear a fé em sinais e prodígios, pois o único objeto da fé é o Senhor (Lc 23:8; Jo 6:2). Embora incrédulos exijam sinais (Mt 12:38,39) e alguns necessitem deles para serem levados à fé em Deus (Jo 20:25), a Palavra ensina que são bem-aventurados os que não viram e creram (Jo 20:29); que o justo viverá pela fé (Gl 3:8,11); e que andamos por fé e não pelo que vemos (2 Co 5:7).

Não se deixar seduzir pela onda de sinais e prodígios deste novo século e evitar que tomem o lugar da pregação da Palavra, o instrumento eficaz para despertar a fé em Deus (Rm 10:17).

 

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